Pausa.

Publicada por Alexandre Henrique | Domingo, Agosto 16, 2009 | 1 comentários »


¨Ai que ninguém volta, ao que já deixou, ninguém larga a grande, roda ninguém sabe onde é que andou.¨


É vou dar um tempo no blogue. Bom obrigado a todos que passaram por aqui. Foi um prazer e uma satisfação sem tamanho, ler suas palavras bem de fora, bem de dentro. Muito obrigado a todos e até mais


Alex.

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Uma Pintura.

Publicada por Alexandre Henrique | Quarta-feira, Julho 15, 2009 | 4 comentários »

Maria vestia uma imensa capa de chuva, a cidade fugia em um frio daqueles que roubava os ossos. Sua consistência pálida não era da morte, fugia lhe uma simpatia transviada pelo regresso do infortúnio. Trazia nas unhas um drama simples que lhe enfeitava a maquiagem translúcida. Sentia o peso dos passos, das notas longas na geladeira. Fugia do tapete, que lhe estendia o corpo na chegada da saída que não houve. Seu! A pose lhe era um labirinto de gritos, um coração quebrantando ferido, um raio afoito que fugia que lhe partia ao meio. Sua delicadeza era uma rua comprida, nua! Feita de uma poesia afoita, caminhava assim ecoando os seus pedaços de cristal fosco, beijando a firmeza do chão, aparada pela mais bela poesia de outrora! Longe de casa, consumia a fúria de seus ancestrais. Fazia-se mulher de poucas partes, queria de si algo que não fosse especial o bastante, a inutilidade de se viver só não lhe era conveniente enquanto a chuva feria o absoluto em sua face. Um mísero gole de água lhe faria vomitar horrores, sua patologia praiana foi o aquário que lhe rompia a conduta. Aparecia em seus decotes, em seus traços, em seus rascunhos, seus eram os labirintos de senhas em um corte simples e vulgar, plena e única, subtraída pela natureza, rabiscava em redemoinhos o mar. Fosse do céu da terra e do desejo, que escoava lentamente a sua face em uma capa. Acordava sempre bruta, e ia assim se lapidando pelo sol da janela. Protegia suas pernas em uma ambição sem par, sem sombras sem vestígios, mal se lembrava de deixar os chinelos debaixo da estante. Era um auto-retrato de muitas matizes, que ela mantinha ancorada nos quatro cantos do mundo. Ao fundo dava pra se ver, a chama ardendo devorando a tela enrolada em suas mãos.

Teve piedade de si mesma e a carregou dos infinitos vazios das paredes. Ela não se perdoava. Seu senhorio passou varias vezes e pouco se importava. Falava sempre rude de seu pintor e como se desejasse a sua morte armava escândalos e os compartilhava. E agora estava Maria com a pintura nas mãos, procurando um embusteiro para vendê-la ao tempo mais hábil. Tinha aprendido a gritar a pleno pulmões espernear bater os pés tomar a força, obter a facilidade, se divorciar, casar, criar animais, mas nunca tinha fugido daquela casa, não daquele jeito. Agora estava ela com cheiro de cinza molhada de fronte a um bar vagabundo, implorando como implorava a moldura desgastada por um pouco de álcool e um isqueiro. Queria porque queria mudar, mas a chuva não apagava a imagem que o senhorio tanto desprezava. Agora já era tão tarde, que o silêncio lhe fez chorar junto, estava tão próxima da imagem que sorria como o senhorio praguejava, e já bêbada bebia tudo que não era água.

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Aniversario de Luiza.

Publicada por Alexandre Henrique | Quinta-feira, Abril 23, 2009 | 18 comentários »

Há um tempo tinha feito deslizes, tinha sido um ser incompleto, impreciso. Educada, mulher, avó, moça de si mesmo. Conhecia bem as três. Respondia com cautela. Moleca brincava com o ar estufava os pulmões e enchia a barriga, mas estava emagrecendo. Entrava no inferno dos outros, e na pontinha dos pés apagava as velinhas, mas deixava o isqueiro. Se for dona dele já não interessava foi o corpo que Deus deu a ela. Morena do mar, do rio, do seja lá o que for que não dissolvia na pedra bruta quando parava de cair do céu em chuva curta. Andarilha platônica dos desertos, da maldade que resolvia sendo criança. Fez da fraqueza uma força que não controlava. Gostava de controlar ele com seu sangue virgem, com uma pele que bicho nenhum tocava a não ser que tivesse a idade dela. Regra boba valia muito. Menos valia mais, progressão nenhuma sabia disso, o engraçado que o mundo é feito disto. Completa mesmo nunca estava. Mas vinha sempre e brincava com os demônios, afinal, tinha que ser anjinha, vestida de promessas. Exibia-se a todos procurando sempre um desejo privado. Mas tudo mesmo era dele, o oposto que quebrava a sua firmeza enquanto brincava com a areia em seus olhos. Felicidade mesmo era a felicidade de verso, sorriso mesmo era sorriso de sombra, momento mesmo era momento de pompa, e nostalgia mesmo era renascimento de ponta.
E ainda assim a velinha insistia em não apagar, do seu coração para o coração. E por isso que todo mundo queria ajudar.

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Óculos escuros

Publicada por Alexandre Henrique | Terça-feira, Março 31, 2009 | 14 comentários »

A luz vinha e ela beijava o concreto, e de tão forte que era se espalhava nos cantos dos olhos. Fazia a prova deles e saia possuída por passos compridos na calçada, no clima firme: ao oposto de uma blusa alva e da calça justa, a moça era o pouco que importava da sutileza de uma beleza espontaneamente desbotada. Mesmo adulta ignorava isso, ontem fingindo hoje, hoje fingindo ontem, fingindo mesmo que não sabia aonde iria chegar. O produto de tudo o que sentia era um semáforo conduzindo a sua humanidade até a padaria da esquina. Se fosse ele também moraria ali; acordada, doada, preparada, e ainda assim estaria tão perto dos olhos, tão perto ao ponto de nunca dormir. Talvez; sempre lhe foi um bom palpite. Mas teria a elegância; da maquiagem, do cabelo feito, dos lábios sutis, da bolsa, e da companhia de uns óculos escuros?

O seu vestígio era um pensamento comprido e o sol já amarelinho nascia pelas costas da avenida, sempre correndo como se fosse uma divindade de seus pecados. O café da manhã, aroma do pão, e o resto que ela considerava tolice, vinha pela contramão, na rapidez de sempre, que lhe fazia perder os brincos. Mas desta vez não. Estava tão abaixada, que usou as suas próprias mãos para achar a tarracha. Fazia um mês que deixava o automóvel na garage e dava voltas no quarteirão. Às vezes cansada de uma noite curta, procurava fôlego naquilo que estufava nos olhos, no caso de hoje; as asas de um passarinho de calçada. Viu nele um bichinho tão leve, que o pardal balançou a cabeça e de mansinho deu três pulinhos, procurando um telhado, com sorte uma varanda gradeada.

De pé, já estava na porta do estabelecimento, quando na verdade ainda desejava a vingança. Olhava pro relógio querendo se vingar de uma cápsula que não possuía, mas que chamava a atenção no seu braço esquerdo. Quando olhava pra ele, era por timidez mesmo, um corte limpo, sem dramas nem feitio. No fundo tinha os ponteiros e com eles muitas coisas por fazer. Ela refletiu apenas o seu tempo vulgar. E agora, era nela a menina do suco de laranja e do sanduíche de queijo das seis da madrugada, e como sempre quase tudo evaporava no café forte de Dona Maria e na simpatia de Seu João. Papo curto e sonolento, pessoas que acordaram cedo demais. Preferiu escutar a sós a menina, pois tinha sido a vadia dela, ontem às escuras. Mas de certo mesmo, é o que não era. Quando menina gostava de brincar com mariposas e talvez ainda soubesse desenhar borboletas, mas esta era uma obsessão que o concreto apenas permitiu em uma tatuagem pequenina. Gim e tônica lavaram as suas unhas, e como de costume; de Rosa. E de rosas só tinha ela e seu olhar azul sobre um belíssimo bolo de chocolate com uma cerejinha encima que mal disfarçava uma ressaca de verão. A vida inteira tentava preservar aquela vitrine translúcida do cotidiano, mas o alarme das sete tocou. Dona Maria lhe ofereceu uma fatia do bolo, com sorriso de quem não faz dietas. Entre a distância do dedo no telefone, o desprezo de alguém que realmente amava, e correr feito uma maluca atrasada. Preferiu a companhia de Dona Maria.
Dona Maria, soltava as palavras com uma mansidão séria de tremer os ossos:
- Mariana ainda não chegou, deve estar dormindo. Deve ter gostado muito da festa ontem.
E tudo que Rosa queria escutar era : ¨ Você traiu a sua amiga, como conseguiu fazer isto? Eles dois estavam noivos, vadia, puta sem vergonha! ¨

Rosa – É... A festa, bem complicada ontem. Mariana bebeu demais e foi pra casa cedo.

- Você esta passando bem Rose? Coma mais um pouquinho enquanto vou pegar uma aguinha de coco. Sim os meninos do trabalho passaram aqui ontem, cedinho.......pronto está se sentindo melhor?... E foram embora antes da meia-noite.

- Eles nunca gostaram daquela boate mesmo. Era pra ser a despedida de um amigo.

- Ah sim, o noivo de Mariana, os meninos só falavam da promoção dele.. espero que ela fique de olho nele, ele sempre foi quieto demais pro meu gosto... Você esta bem rose? Está estranha hoje...

- Oww Mary, bem eu não estou, mas tenho realmente que ir trabalhar, não sei com que cara, mas..... ainda mais agora que as coisas andam difíceis na empresa, muito trabalho com abertura da nova filial....

- Tudo bem, mas beba muita água viu!

- Pode deixar.

- Gostei do óculos Rose, de muito bom gosto!

- Brigado Mary... Dei um destes a Mari no aniversario dela.

Rosa colocou os óculos escuros, beijou a testa de Maria, se despediu dos dois. Agora já era tarde: remoia as coisas dele, e para voltar a ser o que era antes, tinha que estar livre; tinha que contar a Mari mesmo que isto a destruísse. Estava tão passada que imaginava que ele tinha planejado tudo oque ela agora copiava neuroticamente a contragosto. Queria inventar uma história, escrever uma carta, onde Mari leria tudo com óculos escuros. Mas ela estava sóbria agora e sempre.

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Coração de metal.

Publicada por Alexandre Henrique | Segunda-feira, Setembro 22, 2008 | 37 comentários »

Marília poderia fazer de sua casa àquela hora, a palma da sua mão aberta contrastava com o pingente que ganhou dele. Dele tinha um casamento que não conhecia mais, que ficou por ali exibindo o seu primeiro amor, como se fosse uma troca e como se fosse injusta. Mas a jóia tinha um metal tão bem polido, que se ficasse ali, reluziria até de noite. Descansava na praça do centro por causa de uma saudade que lhe ocorreu. Tinha ido visitar uma amiga, que morava ali perto, cujo pai estava muito doente e era triste vê-la assim ainda mais em pleno dia de verão. O centro, bem movimentado, com quase tudo combinando, inclusive seus contrastes, tudo em uma sincronia de um silêncio absoluto. Marília estava tão elegante em sua calça, que balançava impacientemente as pernas, mas o ladrão não chegava. Abriu o pingente na palma da mão, sobre o conforto de um banco, e com a testemunha de margaridas e girassóis, pensou – Não, isto é uma mentira! Mas ainda preciso de um caso.

Se olhasse por outro ângulo sempre estivera ali, ao ponto que mal sairia dali. Pensou até que se tivesse um filho, talvez resolvesse as coisas. Mas isso não combinava com ele, e nesta hora ainda no benefício da dúvida e de uma esperança pequenina, guardou o pingente no bolso e tirou o telefone da bolsa. Ligou pra ele, ele não atendia. Estava sempre viajando. É não aconteceu. Neste ponto a dúvida voltou-se a um sentimento de conformação quase destrutivo, que envenenava seu coração, e definitivamente não combinava com ela, mas com ele e seu impecável terno. Neste botão, ela riu. Ela praticamente escolheu tudo, e agora o tempo passava pra ela. Devia ser as flores, ele nunca trazia flores, e as flores que trazia, era como se fosse pipocas; em dias de aniversário, casamento e etc. Sozinho ele era tão mal vestido, que não parecia um excelente comerciante. Ela começou a irrita-se com aquele pingente, pesado no bolso, ele machucava a sua perna esquerda.
Levantou-se com a direita, e saiu arrastando a outra até o carro. Tirou-o do bolso e jogou no porta-luvas. Soltou cabelo, guardou os saltos embaixo do banco, e passou a marcha já sem o anel. Parou na porta de casa, olhou pro relógio, o jardineiro abriu o portão. Olhou pra ele com um olhar, que fez o homem tirar o chapéu de palha.

- Preciso que você resolva uma coisa lá dentro.
- Sim Madame.

O jardineiro, já sabia de tudo, jardineiros sabem de tudo sempre. O homem deu um sorriso sorrateiro, enquanto ela entrava em casa, desligou a torneira, tirou as luvas, e entrou. Ela estava atrás da porta, ele mal virou o rosto, ela o agarrou pela gola, jogou contra a parede e lhe deu um beijo que lhe prendia pelos cós das calças. Arrastou ele pelo corredor, e jogou ele encima da cama do casal. Passou o resto da tarde encima daquele homem.
O jardineiro saiu antes de anoitecer, quando ele estava fechando a porta, olhou pro anel na mão dele. Foi fumar um cigarro escondida lá atrás. Aproveitou que estava com o isqueiro na mão, tirou a cópia do recibo da joalheria do pai de sua amiga, e queimou lentamente.
Pronto finalmente tinha achado algo que combinava com ele.

De manhã seu marido chegou da sua viagem ao interior, e ela foi receber ele no aeroporto.
- Oi amor, desculpa não atender seu telefone naquela hora, é que meu vôo atrasou.
Isto é pra você!
E lá estava um crucifixo pequenino, de ouro puro com um diamante no meio.
Ela tentando fingir surpresa pensou em uma flor, e lhe deu um abraço, passando os braços pelos ombros, antes dele colocá-lo em seu pescoço.

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Ah um velho amigo meu me fez uma homenagem, postando um velho poema meu e dele, ou era uma canção shsh bons tempos, quando éramos crianças, sahuaheu , pois é guerreiro, sexta nós encontramos com um bom whisky ok. Obrigado Anderson, shh vc entende um bom mundo o que é genial shshsh .

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É..isto é perigoso...

Publicada por Alexandre Henrique | Domingo, Setembro 21, 2008 | 16 comentários »

Vazio

Tire o seu vazio do vazio,
Que eu quero passar com o meu vazio
Hoje pra você eu sou vazio
Vazio não machuca vazio
Eu só errei quando juntei o meu vazio ao seu
Vazio não pode viver perto de vazio
É no vazio que eu vejo o meu vazio
O meu vazio e os vazios rasos de vazios
Vazio não pode viver de vazio

Eu no seu vazio já fui vazio
Hoje sou vazio no seu vazio.

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Nada pessoal, apenas uma observação.

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É pq eu iria falar de orgulho masculino...

Publicada por Alexandre Henrique | Quinta-feira, Setembro 18, 2008 | 9 comentários »

Primeiro vem à fome, e quando ela não é saciada vem o ódio. Ódio de não ser saciado é equilibrado pela piedade aos outros, e como não podemos destruir de quem sentimos pena, destruímos nós mesmos a fonte do desejo, protegemos ¨os outros ¨ porque ¨os outros¨ é a nossa esperança, e assim é o orgulho. Dificilmente entendemos que o mundo se doa facilmente para os mais simples, complicamos demais. Tentamos tomar o que achamos de nosso direito, muitas vezes através da força, da matéria, pois não é a toa que as guerras existem, homens que lutam feito cães que não foram saciados por seus donos, e cães são vingativos. Os desejos não saciados levam o ódio, que pode destruir qualquer coisa, inclusive deus ou os outros, e nós mesmos. O ódio é fácil de expor, mas a dor não, a dor normalmente vem da vergonha de não ter a felicidade dos desejos saciados. Fingimos mansidão para mascarar a dor dos desejos não saciados. Mas para se desejar qualquer coisa é necessária a mesma humildade que ela se doa. O ódio que provém da fome não saciada, é o amor irrealizado, é uma vida ainda não vivida. É preciso tomar cuidado para não confundir a alegria de viver, com a luxúria de viver, porque na luxuria, você pode querer acabar sendo salvo e salvar o outro com a alegria de viver. É necessário um meio termo, com pouca fome não se vive, com muita fome vem o orgulho. Amar é lento, odiar é rápido.

Deus é os outros, assim como eu não sou dele e eles não seus , deus proibiu os 7 pecados, não por exigir perfeição, mas por piedade. Os pecados são mortais não porque Deus mata, mas porque se morre deles. A humanidade é orgulhosa porque se julga onipotente. O cerne da questão é o sentimento de onipotência, retirado o sentimento de onipotência do homem, a primeira coisa que aparece, é a vergonha, depois o perdão. É necessário se perdoar, pela fome não saciada, pelos desejos, pelo amor irrealizado, pela vida ainda não vivida, pelo tempo perdido, pelo espaço, pela matéria, gasto nesta procura onipotente, de algo que lhe foi negado, chamada orgulho. E depois perdoar os outros por terem negado tal desejo não realizável. Ashuaehuh O homem é orgulhoso porque é inseguro shauhaeuhaeuuh simples assim , não é a toa que a diabinha da Clarisse, tira tanta onda com os cachorros, seja por fome de amor, de sexo o dos dois, ou de qualquer outra coisa. As pessoas são manipuladas por suas fomes :~~~~

Orgulho mesmo sempre vai existir, é impossível separar o sentimento de onipotência do ser humano. Separar o homem de seus desejos não realizados, de sua fome não saciada. Mas pra se desejar qualquer coisa é necessária a mesma humildade que ela se doa. O mundo é das pessoas simples.

Beijos a todos,
Alex.
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Ah sim é claro, este texto é quase um resumo de minhas opiniões sobre: Uma ira, de Clarice Lispector.
Eu estava procurando falar de orgulho masculino, fui me consultar com Ela ;).

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